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sábado, 7 de março de 2026

Trump impõe tarifa de 50% ao Brasil e é apoiado por Eduardo Bolsonaro: um ataque orquestrado contra o país

Em uma manobra que expõe a politização agressiva das relações comerciais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A decisão, segundo ele, seria uma “resposta” ao que classificou como “perseguição política” contra Jair Bolsonaro, investigado e acusado no Brasil por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

A justificativa do mandatário norte-americano escancara o uso do poder econômico dos EUA como instrumento de chantagem política — uma retaliação à democracia brasileira e às instituições que seguem investigando crimes de extrema gravidade. Em vez de buscar equilíbrio comercial, Trump decidiu interferir diretamente nos rumos da política brasileira, com um gesto que soa mais como um favor pessoal a Bolsonaro do que como uma decisão estratégica para os Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro comemora — e se coloca contra o Brasil
Se a medida já seria injustificável por si só, a reação de Eduardo Bolsonaro elevou o tom do escândalo. O deputado federal não só apoiou publicamente o aumento das tarifas como comparou o imposto norte-americano aos tributos aplicados pelo Brasil em produtos importados, ignorando completamente o impacto econômico brutal que a tarifa americana terá sobre produtores, exportadores e consumidores brasileiros.

Para muitos analistas, o filho do ex-presidente age mais como porta-voz de Trump do que como representante eleito do povo brasileiro. Em plena crise, preferiu defender o governo estrangeiro que nos ataca a criticar a arbitrariedade e o desequilíbrio da decisão.

“É vergonhoso ver um parlamentar brasileiro justificar sanções de outro país contra seu próprio povo. Eduardo age como cúmplice de uma sabotagem econômica contra o Brasil”, declarou a economista e professora da UFRJ, Mariana Gomes.

Quem vai pagar a conta? Os brasileiros
A imposição de 50% em tarifas ameaça diretamente as exportações brasileiras de carne, café, aço, celulose e soja — setores que sustentam milhões de empregos e grande parte da balança comercial do país. Além disso, especialistas alertam que os preços internos também podem sofrer alta, devido ao redirecionamento da produção e à instabilidade cambial.

Em meio à crise, grandes empresas já sentiram o impacto. As ações da Embraer e da Petrobras recuaram nos Estados Unidos. E o real sofreu desvalorização imediata frente ao dólar, indicando fuga de investidores e risco de inflação.

Oposição silencia ou comemora
Enquanto o presidente Lula condenou a medida e convocou sua equipe econômica e diplomática para elaborar uma resposta dura na Organização Mundial do Comércio (OMC), setores da oposição optaram pelo silêncio ou pela celebração, sob o argumento de que Trump estaria “defendendo Bolsonaro da perseguição ideológica da esquerda”.

Mais uma vez, parte do espectro político brasileiro se mostra disposta a sacrificar os interesses nacionais em nome de lealdade cega a um projeto de poder que flerta com o autoritarismo — dentro e fora do Brasil.

Trump quer salvar Bolsonaro — mesmo às custas do povo brasileiro
Fica cada vez mais evidente que a medida imposta por Trump tem motivações pessoais: intimidar o Judiciário brasileiro, interferir na política interna do país e acenar à sua base internacional de extrema direita. A tarifa não é técnica, nem comercial — é ideológica.

Ao agir assim, Trump não atinge apenas Lula, o STF ou a esquerda brasileira. Ele atinge o povo trabalhador, o produtor rural, o exportador honesto, o consumidor que paga mais caro. E pior: encontra apoio entre figuras públicas que deveriam defender o Brasil — não entregá-lo a interesses estrangeiros.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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